Chame como quiser, mas, definitivamente, o mundo (pelo menos o meu) gira em torno do meu umbigo. Mais especificamente da minha barriga como um todo.
Claro, aqui dentro está guardada uma jóia de valor infinito: minha filha Bianca.
Muitas mulheres crescem com aquele grande sonho de casar. Casar e formar uma família. Eu não era dessas. Não que fosse contra casamento. De forma alguma, mas não era algo que eu morreria infeliz se não acontecesse... mas ser mãe... ah... isso era imprescindível.
Quando nos casamos, minha menstruação estava atrasada um dia. Coisa que nunca acontecia. Porém, não me preocupei nem um pouco com isso. Claro que era apenas ansiedade por conta do dia mais feliz da minha vida.
Bem, uma semana depois do casamento, o atraso já era gritante. Por algum motivo eu sabia há semanas que estava grávida. Mas eu fiz o teste na véspera da natal. Teste. Daqueles de farmácia mesmo. Teria que esperar 5 minutos para ver como estavam os risquinhos. Em dois minutos eu já tinha o resultado. Incrédula, esperei até que o relógio marcasse 5 minutos. Óbvio que a esta altura já estava chorando. Muito.
Saí com a minha sogra para dar uma volta e procurei um laboratório. Testes de farmácia podem falhar. Por isso ainda não havia dito pra ninguém. Mentira. Liguei pra minha mãe na primeira oportunidade que parei de chorar. Inacreditavelmente não havia UM laboratório sequer aberto na véspera do natal. Nenhunzinho.
À tarde contei para o meu marido, que entrou em choque. Não era porque ele não queria. Totalmente o contrário. Acreditar na rapidez com que tudo aconteceu foi realmente difícil. Eu havia tirado o DIU 5 semanas antes do casamento. Nós estávamos casados apenas há uma semana. Bianca chegou com tudo na primeira tentativa.
Decidimos não falar nada até que confirmássemos com o exame de sangue. O que fizemos no outro dia. Era natal, fomos almoçar com a minha mãe. Em Tubarão havia um laboratório aberto. Final de tarde (depois de curtir uma maravilhosa tarde de sono, como toda gestante de primeiro trimestre), fui ao laboratório. O exame levava 2 horas para ficar pronto. Não era como se houvesse muita gente para ser atendida. Só eu. O resultado sairia, então, em UMA hora. Olha a ansiedade. Minha mãe e eu rodamos pela cidade. Chovia. Não aguentei. Voltei depois de 40 minutos. E lá estava ele. O RESULTADO!
Peguei o exame, sentei cuidadosamente na cadeira da recepção, tirei do envelope plástico e li. Não entendi. Ou pelo menos achei que não entendi, e li novamente. Tentei respirar fundo. Não consegui. O choro me embargava. As lágrimas corriam. Olhei para a atendente e a técnica sorrindo pra mim. Olhei para o lado e minha mãe com os olhos cheios de lágrimas. Eu abaixei a cabeça e chorei, com um grande sorriso.
Quando cheguei em casa foi fatal. Sentei do lado do meu marido, o abracei e entreguei o resultado do exame. Aí que ele aprofundou no estado de choque. :)
Antes de voltarmos para casa, claro que fomos contar a novidade para a minha sogra. Mais emoção. Lá vem o tão sonhado, esperado e implorado neto!!
Que dia!! Para comemorar, um jantar a dois e um brinde a um... Sem álcool pra mamãe, é claro!
